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  • Foto do escritorJulia Puppi

Você não está grávida, apenas estressada!

As conexões dentro do corpo humano são incrivelmente fortes. Um dia de trabalho que não foi exatamente produtivo, uma grande prova se aproximando, horas no trânsito diariamente, problemas financeiros, conflitos familiares… todos esses fatores estressantes podem até atrasar a menstruação através dessas ligações inimagináveis que ocorrem no organismo humano.

A relação entre estresse e mudanças no ciclo menstrual vem sendo estudada há anos e, ao contrário do que muitos pensam, de fato, existe.

Principalmente quando desce a menarca ,primeira menstruação, os ciclos são desregulados e, por isso, qualquer fator simples pode alterá-los, como uma briga entre irmãos, ou uma noite de sono mal dormida. Porém, após o ciclo menstrual se regular, há a possibilidade de alterações, inclusive por questões emocionais.

Quando se passa por uma situação de estresse ou ansiedade, a parte afetada do cérebro é o eixo hipotálamo-hipófise. Tal setor é o responsável pela produção e pelo controle dos hormônios do corpo humano, sendo extremamente sensível tanto ao estresse, como à depressão e ansiedade.



Um dos hormônios pelos quais o eixo é responsável é o FSH. O hormônio folículo-estimulante (FSH) tem como função, no corpo feminino, a regulação da maturidade dos ovócitos . Assim, tal hormônio possui ações primordiais para um ciclo menstrual saudável e regulado. Fica mais que óbvio, então, que o eixo hipotálamo-hipófise possui relações diretas com o processo menstrual, uma vez que responsável pela ovulação.

Quando o setor em questão é submetido a alterações tão grandes, como as causadas pelas situações de altas tensões, o eixo todo é afetado visto que há uma “novidade” que deve receber atenção.

O tempo de atraso varia tanto de pessoa para pessoa, quanto de estresse para estresse. Há relatos de 1 semana, 1 mês, 3 meses ou até amenorreia (ausência de ciclos menstruais mensais).



Um contexto histórico…


Guerras são sempre uma tensão enorme, seja para geopolíticos, presidentes, ou, principalmente, para as vítimas.

Na Segunda Guerra Mundial, muitas sobreviventes relatam casos de alteração no ciclo menstrual e, até, amenorreia.



Tal mudança não se dava, apenas, pelos alimentos pouco nutritivos que lhes eram oferecidos, como também notoriamente pelo forte estresse que as pessoas eram submetidas nos campos de concentração.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos dos relatos de amenorreia conseguiram voltar a menstruar. O regulamento do ciclo menstrual após meses sem menstruar foi descrito como uma alegria muito grande e até mesmo uma prova de segurança.


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