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  • Foto do escritorBeatriz Coelho de Soarez

TikTok e Gen Z: como a nova rede social mudou o conceito de marketing e propaganda

Foi em dezembro de 2021 que recebemos uma notícia surpreendente relacionada à tecnologia e consumo: de acordo com a lista divulgada pela empresa Cloudflare, pela primeira vez em anos, o Google (e site afiliados, como Maps, Tradutor, Notícias etc.) não ficou em primeiro lugar como o site mais visitado no mundo.


O título fica para o TikTok, com milhões de visitas por mês, que rapidamente se tornou - como plataforma única - um dos sites mais influentes do planeta. E realmente, a maioria dos jovens atualmente pode afirmar que passa mais tempo “scrolling”, ou rolando para baixo, no TikTok que interagindo com o Google. Mas por que isso é importante? O que realmente essa mudança afeta?


Simples: marketing em geral. Agora grandes e pequenas marcas não podem mais ignorar a influência da Geração Z e sua presença digital. Se você quer vender e atrair consumidores, precisa de uma rede social, em especial o Tik Tok. A parte interessante começa quando percebemos que essas empresas não sabem alcançar e influenciar os “zoomers” digitalmente.




Atualmente, propagandas e publicidade em geral têm o desafio de criar vínculos reais com seus consumidores mais jovens. Eles não conseguem mais nutrir segurança apenas com imagens bonitas e discursos inspiradores. Isso porque a Geração Z, como comprovado em um estudo, não confia nessa estratégia de marketing antiga. Para alcançar clientes, seja qual for sua idade, é preciso confiança.


É imprescindível que as marcas ganhem essa confiança e alcancem os mais novos já que, de acordo com o IBM Institute for Business Value, esse grupo é um mercado de valor estimado de US$ 44 bilhões. Ironicamente, esses “mais novos” fazem parte de uma das gerações que mais desconfiam de informações que encontram online e pessoas que seguem, principalmente marcas e pessoas de poder.


Existe a falta de um relacionamento e de transparência com as marcas. Por outro lado, adolescentes e jovens adultos sentem segurança e confiam nas opiniões de influenciadores online. Talvez por serem da mesma idade, ou pelo simples fato que suas vidas como personalidades online sejam registradas quase 24 horas por dia na mídia.


Voltando ao assunto das redes sociais: quais as novas estratégias que marcas e fornecedores de produtos encontraram para se conectar com a Geração Z? A grande mudança reside no conteúdo original e autêntico, em especial em propagandas para Tik Tok, Instagram etc.


E por que isso? A Geração Z já é conhecida por produzir vídeos de qualidade e genuínos de forma caseira, e não somos mais facilmente impressionados com uma fórmula de vídeo usada em demasia. A mensagem importa mais que a forma pela qual ela chega ao público.


Esse tal conceito de confiança e autenticidade foi explicado por Katiuscia Fraga da Silva e Valéria Deluca Soares, na revista científica digital Fólio. As novas técnicas e estratégias utilizadas para alcançar a geração mais nova recebem o nome de Marketing 3.0, onde “as organizações não comercializam mais mercadorias, e sim a sensação que elas causam nos consumidores, fazendo com que as empresas conheçam realmente os seus clientes e atendam suas reais necessidades”.

Isso é traduzido em um foco atual onde marcas param de fazer propagandas, e sim fazer Tik Toks. Vídeos curtos, de no máximo 60 segundos, normalmente atraem mais a atenção do público jovem que anúncios de 5 minutos (como aqueles irritantes do YouTube).


Marcas também passam a aprender que a linguagem, assuntos abordados e formas de comunicação mudam de acordo com a rede social. Um vídeo de sucesso no Tik Tok publicado no Twitter será escrutinado por todos os usuários em 280 caracteres e diversas “threads”. Já um tweet muito compartilhado vai ser lido com uma voz engraçada no Tik Tok, com comentários rindo dos absurdos que os “emocionados” do Twitter falam.


Mas talvez a estratégia que você mais tenha entrado em contato seja a utilização de figuras da própria Geração Z para propagandas e publicidade. Alguns exemplos simples são as estrelas do Tik Tok: Charlie D’Amelio, Addison Rae e muitos outros. Essas mini celebridades das redes sociais ganharam em conjunto US$ 55,5 milhões em 2021, de acordo com a Forbes money, entre propagandas, “creators fund” no TikTok e mídias externas. E como é esperado no Tik Tok, todas as personalidades mais bem pagas da plataforma têm menos de 25 anos. E são nessas pessoas que é refletido o caráter da Geração Z em geral. Um ótimo exemplo é a cultura coletiva, presente nas “casas de criadores” e versatilidade em diferentes ecossistemas, ou algoritmos do Tik Tok. Esse, é chamado de página “Para Você” e mostra as intersecções e múltiplos interesses da nova geração (conhecido online como os vários “lados” do aplicativo; danças, anime, arte, música e muitos outros, bem específicos).




Com todos esses aspectos e elementos em mente, é curioso observar os impactos que o Tik Tok teve nos últimos anos, já que é uma rede social consideravelmente jovem. O aplicativo disponibilizou para toda uma geração um espaço para compartilhar ideias, entrar em contato com outros jovens e um formato ideal para encontrar uma identidade.


É preciso relembrar que todo esse crescimento da plataforma vem principalmente do contexto pandêmico e de quarentena, em um momento que os jovens mais precisavam de interação virtual. O aplicativo provou que não importa quem você seja, existe um espaço para você, e uma marca que possa disponibilizar os produtos que você precisa seguindo seus valores e providenciando transparência por meio de seus curtos vídeos online.




FONTES:


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