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  • Foto do escritorHugo Silva

Jovens ativista do Movimento Estudantil conta sobre experiência na Universidade do Alabama

Participar do Space Camp, em Huntsville no Alabama/EUA, era algo que jamais imaginei e que foge da linha de possibilidades que traçam para a história de jovens como eu. Nascido e criado no interior do estado do Rio de Janeiro, em Campos dos Goytacazes, recebi do meu pai e da minha mãe a tarefa de fugir das estatísticas que me cercavam e usei a educação como caminho.


Seguindo essa missão, ingressei na escola técnica e entendi a importância do ensino técnico para o desenvolvimento regional. Tive a oportunidade de, concomitantemente ao curso e ao movimento estudantil, ser bolsista de pré-iniciação científica numa renomada universidade da região, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Lá pude aprender coisas além da biologia, minha área de escolha. Tive meu primeiro contato com produção científica de ponta.


Aos poucos fui me encantando por fazer ciência e pesquisa, falava por todo canto que era um cientista em formação. E nessa sede de produzir e terminar minha pesquisa, recebi através de um professor o edital para uma atividade da Universidade do Alabama em Huntsville (UAH). Me inscrevi e tive uma surpresa: fui aprovado em todas as seletivas. Fiquei entre os 18 jovens cientistas selecionados em todo mundo.


Infelizmente, com a pandemia, não pude participar presencialmente da atividade, mas, remotamente, fui participando das atividades e nas dinâmicas, trocando experiências, pude entender como é ser um jovem cientista em cada parte do mundo. No momento em que a ciência foi o tema mais debatido do mundo, participar desse ciclo de atividades foi muito significativo e importante para entender o quanto o investimento em pesquisa é essencial para nossas vidas.


Já considerava como um episódio completamente extraordinário em minha trajetória, mas, com o passar do tempo e da pandemia, tive uma surpresa ainda maior: fui convidado a participar da fase presencial da atividade. Ninguém da minha família mais próxima tinha ido tão longe. Jamais imaginaria! Em meio a vários processos do movimento estudantil, topei e encarei esse desafio.


Fui aprovado e selecionado para participar do Space Camp, um programa que prepara jovens cientistas para área de engenharia aeroespacial, colocando-os inclusive em contato com instituições de renome, incluindo a National Aeronautics and Space Administration (NASA). Embarquei com muitos sonhos para os Estados Unidos e pela primeira vez pude andar de avião, realizando o primeiro deles.


Viver três semanas como um astronauta em formação foi um grande desafio em diversos aspectos. Semanas de trabalho duro, com muitas aulas e atividades de diversos eixos: aulas de física quântica, lançamentos de foguetes e até oficinas de aceleração de partículas. Nunca fiz curso de inglês, portanto me comunicar foi o maior desafio. Mas com meu “jeitinho brasileiro” fiz muitas amizades e consegui dar conta dessa instigação.


Nunca foi uma hipótese desistir ou fazer algo pela metade. Usei essa oportunidade como uma saída e ultrapassei as barreiras que impunham ao meu caminho, fugi das estatísticas. Me esforcei muito e através de muita determinação e estudo, fui um dos alunos destaque do programa e ganhei uma moção de aplausos na formatura. Provando mais uma vez que o ensino técnico brasileiro salva vidas e é de excelência.








































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